Uma das principais e mais convencionais graduações de todo o mundo, com uma alta nota de corte, concorrência acirrada e que quase todos os pais sonham para os filhos. Já sabe do que estamos falando, não é? É isso mesmo, do curso de Medicina.

E é bom saber que nem só de disciplina e boas notas vivem os futuros médicos. Eles devem desenvolver valores como dedicação, solidariedade e justiça, para que consigam promover o bem-estar mental e físico do ser humano. Já pensou nisso?

Durante as aulas, o aluno tem a oportunidade de conviver com situações bem parecidas às que vão ser enfrentadas no mercado de trabalho. Para tanto, é preciso aprender técnicas e desenvolver capacidades de tomar decisões que vão fazer a diferença na vida dos pacientes. Agora, você vai ficar sabendo tudo sobre o curso de Medicina, então continue conosco e aproveite! Boa leitura!

O que é Medicina?

Podemos definir a Medicina como sendo a ciência que estuda a saúde como um todo. O propósito maior é combater e prevenir doenças, promover o bem-estar das pessoas e manter a qualidade de vida delas. O trabalho do médico apresenta duas vertentes principais: a clínica e a pesquisa.

Na vertente clínica, o profissional vai investigar os melhores tratamentos para as doenças e entrar em contato direto com paciente. Já nas atividades de pesquisa, o médico utiliza seus conhecimentos com o objetivo de descobrir os agentes, as causas e o tratamento das doenças.

A Medicina se desenvolveu especialmente durante o século XIX, quando alguns cientistas, como o famoso francês Louis Pasteur, descobriram que diversas enfermidades são causadas pelos micro-organismos.

Já no século XX, temos como destaque a invenção do médico britânico Alexander Fleming, que criou a penicilina. Ele conseguiu diminuir a mortalidade de soldados durante a Primeira Guerra Mundial e levou, no ano de 1945, o Prêmio Nobel de Medicina por iniciar a era dos antibióticos. Desde então, com a tecnologia como aliada, a área tem evoluído de modo cada vez mais surpreendente e eficiente.

História da Medicina 

A Medicina é a arte e a ciência de curar. Ela engloba inúmeras práticas que evoluíram para restaurar e manter a saúde a partir da prevenção e do tratamento das doenças. Todos os seres humanos têm suas crenças médicas que apresentam explicações para o nascimento, a doença e a morte. A doença, ao longo da história, tem sido atribuída a demônios, feitiçaria, vontade dos deuses e influência astral adversa.

Os primeiros registros a respeito da Medicina foram descobertos por meio de medicina antiga egípcia, medicina ayurvédica (no subcontinente indiano), medicina babilônica, medicina chinesa clássica (predecessora da convencional medicina chinesa moderna) e antiga medicina grega.

A atividade médica começou a aparecer há milhares de anos. Sabe-se que no Egito Antigo já eram feitas cirurgias bem difíceis, mas foi na Grécia Antiga que a Medicina acabou se desenvolvendo, local onde apareceram as primeiras técnicas na arte de verificar os sintomas das doenças. O Pai da Medicina também nasceu na Grécia, o famoso Hipócrates.

Os conceitos da Medicina avançaram bem pouco após os gregos. Durante muito tempo, os médicos buscam a sangria como um método de cura para diversas doenças. Foi somente no período do Renascimento que eles procuraram explicar as doenças a partir de testes de laboratório e estudos científicos.

No século XVII, o sistema de circulação do sangue foi descoberto por William Harvey. Essa descoberta acabou impulsionando os estudos na área. Outra descoberta no século XIX iria revolucionar a Medicina: o microscópio acromático. Louis Pasteur, com essa criação, conseguiu um avanço bastante significativo, ao ver que as bactérias são as grandes responsáveis pela maioria das doenças.

Hoje em dia, a Medicina dispõe de variados tratamentos e técnicas para os mais diversos tipos de doença. Muitas pesquisas avançadas em genética contribuem para que a Medicina obtenha mais sucesso em seu grande propósito: salvar vidas.

Mas é óbvio que nada disso seria possível sem a presença de um profissional: o médico. É o médico quem identifica os sintomas do paciente, opta pela medicação e pelo tratamento mais indicado e aplica seu conhecimento buscando sempre melhor qualidade de vida para as pessoas. O médico alivia o sofrimento e a dor e salva vidas.

Curso de Medicina

Segundo o MEC (Ministério da Educação), todos os cursos de Medicina no país precisam incluir três áreas:

  • educação em saúde: responsabilidade com o aprendizado e aprofundamento científico;
  • gestão em saúde: entendimento de diretrizes, políticas e princípios de saúde;
  • atenção à saúde: atenção à cultura, ao ambiente, à diversidade dos seres e a várias particularidades humanas.

Para que o curso de Medicina seja concluído, é preciso cumprir pelo menos 7.200 horas. Além disso, o estágio precisa ser feito em forma de internato, correspondendo a, pelo menos, 35% da carga horária. Lembrando que, desses, 30% precisam ser em urgência e emergência e em atenção básica no SUS (Sistema Único de Saúde). Os 70% que restam precisam necessariamente ser divididos entre:

  • ginecologia;
  • clínica médica;
  • cirurgia;
  • saúde coletiva e mental;
  • obstetrícia;
  • pediatria.

Faculdade de Medicina

O curso de Medicina forma profissionais que possam atuar com os mais variados aspectos da saúde humana. O médico vai acompanhar seus pacientes, conduzir tratamentos, diagnosticar doenças e receitar medicamentos. Sem contar que é peça fundamental no combate às enfermidades. Os estudantes vão estudar disciplinas da área de biológicas em diversos contextos da vida humana, tais como:

  • nascimento e primeiros períodos de vida;
  • gestação e parto;
  • fase adulta;
  • infância e adolescência;
  • velhice.

Os alunos também têm experiências em:

  • cirurgia;
  • pediatria;
  • ginecologia;
  • clínica médica;
  • obstetrícia;
  • emergência e urgência.

Além do mais, as faculdades disponibilizam disciplinas como Empreendedorismo, Gestão Pessoal e da Carreira e Qualidade de Vida.

Depois de concluir os quatro anos de estudo das disciplinas e os dois anos em internato hospitalar, o estudante vai receber o diploma, devendo ser reconhecido pelo MEC. Após sua formação, ele pode atender como clínico geral. Se o profissional desejar trabalhar em alguma especialidade, precisa fazer uma residência médica e, claro, aumentar o tempo de estudo na área específica.

Existem mais de 50 possibilidades de especialidades médicas que são reconhecidas pelo CFM (Conselho Federal de Medicina), sendo que algumas delas são:

  • cardiologia;
  • dermatologia;
  • infectologia;
  • pediatria;
  • neurologia;
  • ortopedia;
  • pediatria;
  • psiquiatria.

Quanto às melhores faculdades de Medicina aqui no Brasil, foram escolhidas pelo Ranking Universitário Folha (RUF). Confira a lista das melhores faculdades de Medicina:

  • USP (Universidade de São Paulo);
  • Unicamp (Universidade Estadual de Campinas);
  • UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais);
  • Unifesp (Universidade Federal de São Paulo);
  • UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul);
  • UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro);
  • UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro);
  • Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho);
  • UFPE (Universidade Federal de Pernambuco);
  • UFF (Universidade Federal Fluminense).

Grade curricular de Medicina

esqueleto

Obviamente, não é possível apresentarmos aqui uma grade curricular que consiga abranger todos os cursos de Medicina do Brasil, concorda? Por isso, escolhemos a grade na faculdade que é a primeira no ranking de melhores faculdades de medicina do Brasil: a USP, lembrando que o curso de Medicina é integral e presencial. Veja seguir as disciplinas que são trabalhadas:

1º Período

  • bioquímica;
  • biologia celular, molecular, tecidual e do desenvolvimento;
  • anatomia geral e do aparelho locomotor;
  • atenção à saúde da comunidade I;
  • bioética;
  • primeiros socorros e atendimento pré-hospitalar.

2º Período

  • genética humana;
  • morfologia do tórax;
  • morfologia do abdome e da pelve;
  • morfologia da cabeça e do pescoço;
  • história da medicina;
  • bioquímica médica.

3º Período

  • estrutura e função do sistema nervoso;
  • fisiologia I;
  • imunologia;
  • patologia geral;
  • ética médica;
  • atenção à saúde da comunidade II.

4º Período

  • fisiologia II;
  • microbiologia e parasitologia;
  • farmacologia básica;
  • biologia do câncer;
  • introdução à comunicação com pacientes;
  • introdução ao conhecimento sobre infecção hospitalar e biossegurança.

5º Período

  • semiologia do segmento colo cefálico;
  • semiologia geral;
  • semiologia neurológica;
  • direito médico;
  • noções básicas de diagnóstico por imagem;
  • psicologia médica;
  • semiologia e saúde da criança e do adolescente;
  • patologia cardiopulmonar, neuropatologia e patologia endócrina;
  • patologia gastrointestinal, patologia de glândulas anexas e patologia pediátrica;
  • uropatologia, patologia renal e patologia ginecológica;
  • atenção à saúde da comunidade III – gestão em saúde.

6º Período

  • introdução à bioestatística;
  • clínica e técnica cirúrgicas;
  • sistema respiratório;
  • afecções do sistema gênito urinário;
  • epidemiologia;
  • sistema digestivo.

7º Período

  • sistema endócrino e metabolismo;
  • nutrologia;
  • genética médica;
  • treinamento em serviço;
  • hematologia e hemoterapia;
  • sistema osteomuscular;
  • saúde da mulher;
  • geriatria;
  • oncologia clínica;
  • aplicações clínicas do diagnóstico por imagens;
  • ética clínica I;
  • sistema nervoso;
  • psiquiatria;
  • medicina forense.

8º Período

  • pediatria;
  • sistema cardiovascular;
  • moléstias infecciosas e tropicais;
  • medicina preventiva;
  • imunologia clínica;
  • dermatologia;
  • medicina de urgência;
  • oftalmologia, otorrinolaringologia e cirurgia de cabeça e pescoço aplicada à clínica geral;
  • acolhimento em emergências;
  • ética clínica II.

9º Período

  • estágio em saúde da mulher I;
  • estágio em clínica cirúrgica I;
  • estágio em medicina interna I;
  • estágio integrado em centros de saúde e medicina comunitária;
  • estágio em pediatria I;
  • estágio em emergência e traumatologia I;
  • estágio em neurologia e psiquiatria.

10º Período

  • participação na avaliação prática terminal I;

11º Período

  • estágio em clínica cirúrgica II;
  • estágio em medicina interna II;
  • estágio em saúde da mulher II;
  • estágio em medicina comunitária II;
  • estágio em pediatria II.

12º Período

  • estágio em oftalmologia/otorrinolaringologia/cirurgia de cabeça e pescoço;
  • participação na avaliação prática terminal II;
  • estágio em emergência e traumatologia II;
  • estágio em anestesiologia;
  • estágio em medicina intensiva.

Nota de corte Medicina 

As notas de corte no Sisu 2019 para Medicina variam entre 569,77 e 902,05. São valores informativos e que representam a nota mínima para aprovação entre os candidatos que se inscreveram no curso.

As maiores notas de corte do Sisu deste ano para o curso de medicina foram registradas em universidades que bonificaram com um acréscimo de nota os alunos que cursaram o ensino médio em algumas regiões específicas.

Bônus regional altera tudo: a Ufac (Universidade Federal do Acre), por exemplo, garantiu um acréscimo de 15% na nota do Enem aos alunos que tivessem realizado o ensino médio no estado do Acre. Com essas bonificações, essas foram as notas de corte maiores do Sisu do ano de 2019 para Medicina:

  • UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) – Caicó: 901,5 pontos;
  • Ufac (Universidade Federal do Acre) – Rio Branco: 857,68 pontos;
  • UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) – Caruaru: 853,09 pontos.

Ranking sem bônus: não levando em consideração as universidades que atribuíram a bonificação na nota para os alunos dos seus estados, as notas de corte foram menores. Na disputa geral, as notas de corte maiores foram registradas na modalidade de ampla concorrência, e as três maiores são:

  • USP (Universidade de São Paulo) – Bauru: 858,44 pontos;
  • UFPR (Universidade Federal do Paraná) – Curitiba: 828,36;
  • UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) – Rio de Janeiro: 822,46.

As menores notas de corte ficaram para a UFCA (Universidade Federal do Cariri) – Barbalha, na categoria de candidatos com deficiência que tenham cursado o ensino médio em escolas públicas e que apresentam renda familiar igual ou menor que 1,5 salário mínimo, com 681,37 pontos.

A segunda menor nota de corte para o curso de Medicina foi registrada na UFPI (Universidade Federal do Piauí) – Campus de Parnaíba, na categoria de candidatos com deficiência que tinham renda familiar igual ou menor que 1,5 salário mínimo, que tivessem cursado o ensino médio integralmente em escolas públicas e que fossem autodeclarados pretos, indígenas ou pardos, com 638,06.

Por fim, a terceira menor nota de corte foi a da UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso) – Campus de Sinop, na categoria de candidatos com deficiência que tenham cursado o ensino médio em escolas públicas, que fossem autodeclarados pretos, pardos ou indígenas, com 656,66.

A carreira de médico

Medicina é uma das profissões mais relevantes de toda a humanidade. Sem pesquisa e tratamentos na área médica e sem médicos, jamais a sociedade teria ido tão longe na sua evolução. A profissão tem crescido desde quando os egípcios passaram a dominar as técnicas de mumificação, ou seja, desde os primeiros registros históricos da atividade.

Atualmente é uma ciência moderna, que avança cada vez mais e chega a campos jamais pensados antes. No Brasil, o médico tem mais de 50 especializações à sua escolha, todas reconhecidas pelo CFM (Conselho Federal de Medicina).

Os estudos fazem parte da vida do médico, e todos já sabem que essa jornada se inicia bem antes de começar o curso na faculdade. Antes de tudo, é necessário acelerar o ritmo para conquistar a tão sonhada vaga em um curso de Medicina, que é o mais concorrido do Brasil. Logo em seguida, o estudante vai precisar estudar seis anos de graduação em tempo integral, precisando ler e pesquisar bastante ao longo da sua formação.

Ao finalizar a graduação, o profissional já tem a oportunidade de trabalhar como clínico geral. Porém, se quiser trabalhar em alguma das áreas da Medicina vai ter que encarar residência médica ou mais dois ou três anos de especialização. Em seguida, o médico que tem o sonho de ser bem-sucedido no mercado vai precisar investir em formação de alto nível, como especialização no exterior, mestrado ou doutorado, por exemplo.

Os médicos vão avançando na profissão assim que se especializam e adquirem mais experiência. Nos primeiros anos de carreira, os profissionais da Medicina trabalham na parte administrativa dos hospitais, desenvolvendo atividades técnicas, que estão ligadas à implementação e ao planejamento de ações e políticas de saúde.

Na sequência, os profissionais podem atuar no serviço público, prestando atendimento em prontos-socorros, Unidades Básicas de Saúde, ambulatórios de especialidades, postos de saúde, além de terem a opção de trabalhar com o atendimento privado em consultórios particulares.

Mercado de trabalho

O mercado de trabalho para o médico está em expansão constante, mas para atuar é necessário que o estudante graduado conquiste a aprovação no Exame Nacional de Proficiência, que é colocado em prática pela Associação Médica Brasileira, sendo homologado pelo Conselho Federal de Medicina.

Para ingressar no mercado de trabalho na área de Medicina, é preciso iniciar pelo estágio, que deve ser feito em dois momentos. Antes de tudo, acontece o estágio de internato, quando os estudantes são encaminhados para as instituições de saúde que têm convênios com as faculdades ou para os hospitais universitários.

A residência é a segunda forma de estágio, que ocorre depois da graduação: é obrigatória e tem dois anos de duração. Esse estágio é feito nos hospitais-escola, que precisam ser devidamente credenciados pela Comissão Nacional de Residência em Medicina.

O mercado de trabalho para o médico é extremamente diversificado. Há ótimas oportunidades de emprego em empresas como clínicas, centros de pesquisa, hospitais, clubes ou no serviço público. Grande parte dos profissionais também decide montar seu próprio consultório particular.

No quesito remuneração no ramo de Medicina, é fundamental destacar que os médicos são mais valorizados de acordo com suas especializações e seus conhecimentos. Logo, quanto mais estudado for o profissional, obviamente que ele será mais requisitado no mercado, recebendo bons salários.

O mercado para o médico está sempre aquecido. Uma pesquisa mostra que a Medicina está ocupando o primeiro lugar, disputando com as 48 melhores profissões de nível superior que o estudo analisou. É campeã em quesitos como previdência, salário e empregabilidade, o que deixa a carreira ainda mais atraente para as pessoas que estão prestes a ingressar no mercado de trabalho. A pesquisa mostra ainda que empregabilidade da área chega a 97%. Isso significa, portanto, que praticamente não há profissionais da Medicina desempregados no país.

Áreas da Medicina 

Como já mencionamos, existem diversas especialidades médicas. Cada uma delas apresenta um aprofundamento específico, necessário ao cuidado dos seres humanos. Confira algumas!

Anestesiologia

A referência mais conhecida pelas pessoas são os procedimentos que acabam envolvendo a anestesia de pacientes, como exames ou cirurgias mais invasivas. No entanto, esse especialista acaba intervindo também em casos de monitoramento de sinais vitais, dor intensa e ressuscitação, por exemplo.

Cirurgia Geral

Essa área da Medicina abrange todas as áreas cirúrgicas. O médica cirurgião geral atua, também, em conjunto com as outras áreas médicas. Alguns tipos de cirurgia exigem especialização própria, como pescoço e mão, neurocirurgia, cardíaca e outras.

Geriatria

O profissional vai dedicar-se a acompanhar a saúde dos idosos. Essa especialidade é fundamental para articular o tratamento junto a outras especialidades médicas.

Oftalmologia

Observa doenças e distúrbios envolvendo os olhos e toda a estrutura ocular. Faz o tratamento de doenças como miopia, astigmatismo, hipermetropia, hipertensão ocular, descolamento de retina e outros.

Psiquiatria

Trata de doenças emocionais, como ansiedade, depressão, alucinações, insônia, síndrome do pânico e distúrbios comportamentais. Em alguns casos, é preciso ministrar medicamentos. Geralmente, a Psiquiatria trabalha juntamente com a Psicologia.

Neurologia

Trata do sistema nervoso (cerebelo, cérebro, nervos, medula espinhal e tronco encefálico) e da junção neuromuscular (relação entre músculos e nervos). São muitas as enfermidades observadas: convulsões e desmaios, esclerose múltipla, AVCs (Acidentes Vasculares Cerebrais), mal de Parkinson, mal de Alzheimer, neuropatias diabéticas, tumores e afins.

Pediatria

Dedica-se ao tratamento de doenças nas crianças e à observação do desenvolvimento infantil. Pode também articular o diagnóstico com demais especialidades.

Símbolo Medicina

O bastão ou bordão de Asclépio ou Esculápio é um símbolo bastante antigo, ligado à astrologia e à cura dos doentes a partir da Medicina. Trata-se de um bastão envolvido por uma serpente. É bastante comum que pessoas façam perguntas sobre o motivo de o símbolo da Medicina ser uma cobra. Além de representar a Medicina como um todo e o curso de Medicina em vários países, a serpente também está presente na bandeira da OMS (Organização Mundial da Saúde). 

Quer saber o motivo? Bom, o fato é que na Grécia antiga a cobra era ligada à cura, graças à sua capacidade de renovar sua pele de tempos em tempos. Essa habilidade é ligada aos médicos, que eliminam a doença dos homens, permitindo, assim, sua “renovação”. Dessa forma, o animal passou a representar a possibilidade de renascimento, de cura, de inteligência, de imortalidade etc. 

Conselho Federal de Medicina (CFM)

Pode parecer confuso, afinal, há dois órgãos responsáveis por fazer a normatização e a fiscalização da atividade profissional em Medicina: o estadual e o federal. Apesar de os dois conselhos atuarem em conjunto, eles têm autonomia para julgar os casos e tomar decisões que estiverem dentro de suas competências.

O CFM tem um papel político bastante relevante, pois, além de defender os interesses dos médicos, trabalha junto ao poder público para assegurar melhores condições de saúde para a sociedade.

Conselho Regional de Medicina (CRM)

A principal função dos CRM (Conselhos Regionais de Medicina) é fiscalizar a atuação dos médicos e julgar os casos que acabam ferindo o Código de Ética Médica, podendo cassar ou suspender o registro do profissional que cometer qualquer infração. Além disso, fica a cargo do órgão fazer o registro de entidades jurídicas e de médicos, sendo responsáveis por avaliar as capacidades do requerente conforme as exigências para exercer a profissão.

Ao fiscalizar e assegurar um nível de excelência para praticar a Medicina, o CRM contribui diretamente para a saúde das pessoas. O número do CRM, além de permitir a atuação, é uma ferramenta usada para que as pessoas tenham a certeza de que estão sendo atendidas por profissionais realmente qualificados. Para verificar se um médico faz parte da associação, é preciso acessar o portal do Conselho com o número do CRM que o profissional apresenta.

Por fim, é importante deixar claro que, para realizar o sonho de cursar Medicina, são necessárias muitas horas de dedicação e muito esforço — tanto para garantir a vaga em uma faculdade de Medicina quanto para exercer a carreira. É imprescindível, então, ter disposição para estudar e se empenhar ao máximo. Saiba que a boa média salarial e os desafios da profissão podem recompensar os vários anos de estudo.

E aí, gostou do conteúdo e quer continuar aprendendo sobre o assunto? Então aproveite para ler também o texto “Vestibular de Medicina: seja aprovado na faculdade dos seus sonhos”!

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