A fisioterapia neurológica é uma das áreas de trabalho da Fisioterapia, em que os profissionais avaliam e tratam pessoas com problemas relacionados aos movimentos do corpo.

As lesões tratadas pela neurofisioterapia têm origem em danos cerebrais ou na medula espinhal. Para que os pacientes se recuperem mais rápido e tenham qualidade de vida, o tratamento com o neurofisioterapeuta entra em ação.

Se você está pensando em cursar Fisioterapia, conheça mais sobre essa especialização. Acompanhe a leitura com a gente!

O que é fisioterapia neurológica?

Em síntese, a fisioterapia neurológica é uma das áreas responsáveis pela reabilitação de pessoas com problemas neurológicos.

Essas condições partem de problemas no cérebro, na medula espinhal ou nos nervos periféricos. Pessoas com danos neurológicos podem apresentar dificuldades com suas funções físicas, como mobilidade, força muscular, amplitude de movimento e equilíbrio.

A fisioterapia neurológica é extremamente importante para os pacientes que tiveram ou que atualmente têm doenças ou lesões neurológicas. Isso porque o cérebro, a medula espinhal e o sistema nervoso central controlam os movimentos e as sensações.

Quando essas áreas são lesionadas, podem causar a morte das células que controlam esses movimentos, fazendo com que as pessoas deixem de exercer determinada função.

Ou seja, sem a fisioterapia neurológica, os pacientes podem perder funções importantes do corpo — como o movimento das mãos — e não conseguir executar as atividades mais simples do dia a dia.

O que faz um fisioterapeuta neurológico?

Os fisioterapeutas neurológicos são especialistas em analisar o movimento humano, percebendo se seus reflexos são naturais ou se há algo errado com a movimentação do corpo.

Esses profissionais são capazes de tratar uma série de problemas, incluindo:

  • fraqueza muscular;
  • alterações sensoriais;
  • perda de equilíbrio;
  • perda de funções motoras;
  • limitações nos movimentos.

O trabalho do neurofisioterapeuta é essencial para que o movimento das pessoas sofra o mínimo de impacto após um distúrbio ou lesão neurológica.

Por exemplo, pacientes que sofreram AVC podem reaprender a controlar as funções ausentes quando tratados a tempo. Os fisioterapeutas estão muito bem informados sobre o movimento humano e podem ensinar essas pessoas a se movimentarem corretamente após a lesão.

A maioria dos pacientes pode aprender a viver suas vidas de forma independente novamente.

Doenças que podem necessitar de tratamento em neurofisioterapia

Entre as principais condições que levam ao acompanhamento de um fisioterapeuta neurológico, podemos citar:

  • acidente vascular cerebral (AVC);
  • derrame;
  • disfunção vestibular;
  • doença de Parkinson;
  • esclerose múltipla;
  • ferimentos na cabeça;
  • lesão da medula espinhal;
  • neuropatia periférica;
  • tumores cerebrais e da coluna vertebral.

Tratamentos em fisioterapia neurológica

Os principais tratamentos conduzidos pelo profissional especialista em fisioterapia neurológica incluem:

  • assistência ao equilíbrio para diminuição dos riscos de queda;
  • melhorias no movimento funcional e da força;
  • melhorias no planejamento e no controle do motor;
  • realinhamento postural;
  • resistência cardiovascular;
  • restauração da amplitude de movimento;
  • treinamento de marcha;
  • treinamento e adaptação para o uso de próteses ou equipamentos como cadeiras de rodas e andadores.

Como ser um fisioterapeuta neurológico?

O primeiro passo para se tornar um fisioterapeuta neurológico é fazer concluir a faculdade de Fisioterapia. O bacharelado dura em média 5 anos e o curso deve ser autorizado pelo MEC. Veja algumas instituições públicas que oferecem essa graduação:

  • Universidade de Brasília;
  • Universidade de São Paulo ;
  • Universidade Federal de Minas Gerais;
  • Universidade Federal de Pernambuco;
  • Universidade Federal de Santa Catarina;
  • Universidade Federal de São Carlos;
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro;
  • Universidade Federal do Rio Grande do Norte;
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Na rede particular, as faculdades em que você pode encontrar o curso incluem:

  • Centro Educacional Anhanguera do Distrito Federal, Amapá, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul;
  • Pontifícia Universidade Católica, a PUC, em São Paulo e Minas Gerais;
  • UniCesumar, no Paraná;
  • Universidade Estácio de Sá, nos estados do nordeste;
  • Universidade Regional de Blumenau (Furb), em Santa Catarina.

Após a formatura, para exercer a profissão, a pessoa deve obter o registro profissional pelo Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CREFITO) da sua região. A partir daí, ela está preparada para buscar a especialização em fisioterapia neurológica.

Conheça algumas instituições em que o curso pode ser encontrado:

  • Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, em São Paulo;
  • Faculdade Inspirar, no Paraná;
  • Escola de Educação Permanente, em São Paulo;
  • Uniararas, em São Paulo.

Entre os temas abordados na especialização, o estudante encontra:

  • abordagens fisioterapêuticas — posicionamento e transferências de pacientes neurológicos, cinesioterapia, marcha e equilíbrio, entre outros módulos;
  • anatomia humana — meninges e medula espinhal, esqueleto do tórax, cerebelo e córtex cerebral, circulação em cabeça, entre outros módulos;
  • fisioterapia aplicada às neuropatologias — fisiopatologia dos distúrbios do movimento, neurodesenvolvimento intrauterino; doenças neurológicas na criança, entre outros módulos.

Mercado de trabalho

O mercado de trabalho costuma absorver muito bem os fisioterapeutas neurológicos. Tratar as lesões de origem cerebral exige que os profissionais tenham conhecimentos técnicos para que as terapias possam surtir o efeito esperado.

Além disso, a fisioterapia neurológica permite que o especialista atue em vários campos, como:

  • geral — concentra-se no tratamento de adultos e jovens adultos;
  • geriátrico — trabalha com idosos, devolvendo movimentos e treinando habilidades cognitivas, entre outras atividades;
  • músculos faciais — pacientes que sofreram um AVC podem perder habilidades faciais, fundamentais para movimentos como os da mastigação e da fala. É trabalho do neurofisioterapeuta contribuir com a recuperação desses músculos;
  • pediatria — a fisioterapia neurológica pediátrica trabalha com crianças que sofreram ou nasceram com lesões.
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Vale lembrar que o salário mínimo de fisioterapeuta vai variar de acordo com a regional do CREFITO, as negociações sindicais e a área de atuação.

De acordo com o CREFITO, os estados que não têm um sindicado regularizado perante o Ministério do Trabalho devem usar como referência o valor praticado pelo Estado de São Paulo, que estabelece o mínimo de R$ 2.750,80 para 30 horas de trabalho semanais.

A fisioterapia neurológica é responsável por ajudar o paciente a recuperar o controle de suas vidas novamente e uma ótima opção de carreira para aqueles que têm interesse em trabalhar com a saúde.

Quer saber se a área é para você? Veja como o teste vocacional pode ajudar.

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