Você certamente já ouviu falar sobre a medicina nuclear. Sabe exatamente o que é e como funciona? Bom, assim como a radiologia, essa área da medicina também é de diagnóstico por imagem. O funcionamento da medicina nuclear é bastante simples, sendo baseado em reações químicas do metabolismo do corpo humano.

Vale destacar que essa medicina não buscar fazer a investigação das doenças pelo modo como elas se apresentam — aspecto estrutural e anatômico —, mas, sim, pela forma como a doença se efetiva do ponto de vista funcional, bioquímico, molecular e farmacológico.

Quer entender a medicina nuclear mais a fundo? Então continue conosco e veja como funciona, quais são os diagnósticos, qual é a formação e muito mais sobre o assunto! Boa leitura!

O que é medicina nuclear

Essa é uma especialidade médica que faz uso de radiofármacos para realizar análise fisiológica dos órgãos. Sendo assim, o procedimento verifica o comportamento dos órgãos quanto aos materiais radioativos, com a ajuda de equipamentos de diagnóstico por imagem.

Essa medicina é considerada um grande avanço no setor por investigar a funcionalidade dos órgãos assistidos e não focar apenas na morfologia, como acontece em outros exames mais comuns e conhecidos, como o raio-X.

Vale ressaltar que os procedimentos feitos pela medicina nuclear são extremamente seguros para o paciente, pois emitem radiação gama, tendo uma intensidade bem inferior ao que é considerado não saudável.

Aqui no país, essa especialidade é controlada pela SBMN (Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear), que hoje em dia tem em torno de 500 sócios registrados.

O que faz o médico nuclear

O médico nuclear é responsável por coordenar exames e tratamentos que usam radiação ionizante, além de emitir laudos e pareceres, administrar doses de radiofármacos e realizar diagnósticos.

O especialista ajuda no tratamento de tumores malignos e de doenças benignas. Por meio da medicina nuclear, consegue-se realizar diagnóstico precoce e muito mais preciso, além, é claro, de dirigir o tratamento apenas para a região que o tumor atingiu, evitando que outras áreas do corpo do paciente sejam afetadas.

medicina nuclear exame

Como funciona a medicina nuclear?

Diferentemente dos exames de imagem tradicionais, como ultrassom, ressonância magnética e radiografia, a medicina nuclear tem como base fazer uma análise geral da função dos órgãos e dos tecidos.

Ela avalia o metabolismo e a fisiologia do organismo. Esse processo é realizado a partir de elementos conhecidos como radiofármacos, que apresentam afinidades químicas com órgãos específicos do corpo humano.

Tais elementos transportam a substância radioativa para o tecido ou órgão a ser tratado ou diagnosticado. Quando um tecido do organismo é afetado por algumas doenças, ele pode absorver mais de um radiofármaco, ou então menos, em comparação a um tecido normal.

Com a ajuda de câmeras especiais, é realizada a coleta do padrão de radioatividade do corpo. Essas câmeras fazem imagens capazes de identificar o caminho que o radiofármaco conseguiu percorrer e também o local onde ele se acumula.

Um exame como esse mostra problemas em órgãos internos de uma maneira muito mais profunda do que as imagens que são obtidas por meio dos raios-X convencionais.

Diagnósticos com a medicina nuclear

Os exames diagnósticos feitos por meio da medicina nuclear são baseados, majoritariamente, no uso de radiofármacos.

Por essa razão, uma parte considerável dos exames ocorre com a administração deles. Os radiofármacos usados para obter os diagnósticos podem ser classificados de duas maneiras:

  • radiofármacos de perfusão, que também são conhecidos como 1ª geração;
  • radiofármacos específicos, que são conhecidos como 2ª geração.

No caso dos radiofármacos de 1ª geração, podemos dizer que são transportados no sangue até atingirem o órgão alvo, de forma totalmente proporcional ao fluxo sanguíneo direcionado ao órgão analisado.

Nesse caso, administram-se os radiofármacos específicos guiando-os às moléculas biologicamente ativas. Dessa maneira, podemos ter como exemplo, peptídeos e anticorpos, já que eles se ligam aos receptores celulares ou podem ser facilmente transportados para o interior de células específicas.

Uma boa parte dos radiofármacos que são utilizados na medicina nuclear são radiofármacos de perfusão. No entanto, também há, hoje em dia, muitos radiofármacos específicos, que têm uma classificação gerada conforme o receptor específico ou seu alvo.

Os radiofármacos específicos são criados para se ligarem aos receptores, portanto, são utilizados para detectar alterações na concentração deles. Para que fique fácil de entender, esses radiofármacos específicos são usados para analisar tecidos tumorais, nos quais a expressão dos receptores está modificada de forma significativa.

Vale pontuar que, além da aplicação da medicina nuclear para obter diagnósticos específicos, há também sua utilização em tratamentos. Do mesmo modo que são empregados para diagnosticar doenças, os radiofármacos são utilizados também nas terapias.

Como se tornar um médico nuclear

Para se especializar em medicina nuclear é preciso fazer a graduação em medicina, com uma duração estimada de seis anos. A faculdade é do tipo bacharelado, e é ofertada em período integral. Vale destacar que é o curso superior com maior duração no Brasil.

Veja, a seguir, algumas das principais faculdades credenciadas pelo MEC (Ministério da Educação) que ofertam o curso:

  • Universidade de São Paulo (USP);
  • Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG);
  • Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP);
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS);
  • Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP);
  • Centro Educacional Anhanguera;
  • Faculdade Pitágoras, em Minas Gerais.

Os estudantes formados em medicina devem se registrar no CRM (Conselho Regional de Medicina) para exercerem a profissão. Com a conclusão do curso e com o CRM em mãos, o passo a seguir é realizar uma especialização em medicina nuclear, ou seja, a residência médica na área.

Tal especialização pode ser realizada nos estabelecimentos credenciados à SBMN, de acordo com uma lista disponibilizada pela Sociedade.

Também é preciso ter o título de especialista emitido pelo órgão, sobretudo para atuar como responsável técnico de serviço de medicina nuclear. Se tiver interesse em saber mais detalhes sobre o título de especialista, basta acessar o site da SBMN.

Salário e mercado de trabalho

A medicina nuclear é uma especialidade totalmente reconhecida no Brasil, estando presente em 436 serviços no país, entre hospitais, centros de pesquisa e clínicas que atendem a inúmeras pessoas por ano.

Um médico em medicina nuclear, geralmente, ganha um salário em torno de R$ 5.094,33 para uma jornada de trabalho de 15 horas semanais, podendo chegar a R$ 23.117,00. Vale destacar que a remuneração na área vai variar de acordo com a qualificação e a experiência do profissional.

O médico nuclear pode atuar em centros hospitalares, centros de pesquisa, hospitais e muito mais. É importante ter em mente que tal especialidade sofre grande influência dos avanços tecnológicos.

Portanto, é imprescindível que o especialista goste muito de tecnologia e que acompanhe constantemente as inovações do segmento para se manter atualizado e se destacar no mercado. Por fim, vale mencionar que muitas pessoas temem essa área da medicina pela associação à radioatividade.

No entanto, é preciso deixar claro que estamos falando sobre uma especialidade que faz uso de material radioativo em baixas quantidades para detectar alterações das funções do organismo que são acometidas por alguma enfermidade e também para o tratamento.

Nem todos já ouviram falar sobre a medicina nuclear, mas é preciso frisar que essa especialidade existe há mais de 60 anos e que é imprescindível para o diagnóstico e para o tratamento de doenças, como câncer, problemas neurológicos, cardíacos, entre outros.

E então, gostou de saber mais sobre a medicina nuclear? Quer aproveitar a visita e aprender mais com nossos conteúdos? Então veja como é o curso de radiologia e de que modo você pode traçar uma carreira nessa área!

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